O homem a quem Deus usa
Referência: Lucas 3.1-14
INTRODUÇÃO
1. A maior necessidade do mundo é de Deus e que sejam usados por Deus.
Deus não unge métodos, Deus unge homens. Não precisamos de melhores métodos,
mas de melhores homens.
2. Havia 400 anos que a Nação de Israel estava sem ouvir a voz
profética. Ele não veio da classe sacerdotal. Não veio no palácio. Mas veio a
Palavra do Senhor a João, no deserto. Deus usa gente estranha, em lugares
estranhos.
3. João Batista era fruto de profecia, resposta de oração, milagre do
céu.
I. É UM HOMEM COM UMA MISSÃO – V. 4
1. Por que Deus usou este homem?
a) Porque ele não era um caniço balançado pelo vento (Mt 11:7-11)
Hoje estamos vendo líderes vendendo seu ministério, negociando valores
absolutos, mercadejando o evangelho. João não transigia com a verdade. Ele
denunciava o pecado na vida do rei, dos religiosos, dos soldados e do povo.
Ele não era um profeta da conveniência. Seus inimigos diziam: Tem
demônio; Jesus dizia: É profeta!
b) Porque era uma lâmpada que ardia e alumiava (Jo 1:6-9)
Ele não era a luz, mas uma lâmpada que ardia e alumiava. Ele apontou
para Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus”. Ele não buscou glórias para si mesmo.
Disse: “Convém que ele cresça e eu diminua”.
Ele era como uma vela: iluminou com intensidade enquanto viveu.
c) Porque ele não era um eco, mas uma voz (Jo 1:22,23)
João não apenas proferia a verdade, ele era boca de Deus. Ele falava com
poder. Hoje, há muitas palavras, mas pouco poder; as pessoas escutam belos
discursos, mas não vêm vida. Ele prega o que conhece e experimenta. Ele não era
da elite sacerdotal. Ele não estava no templo. Mas havia poder em sua vida.
Não basta ser um eco, é preciso ser uma voz. Não basta carregar o bastão
profético como Geazi, é preciso ter poder como Eliseu. Não basta falar aos
homens, é preciso conhecer a intimidade de Deus.
“Se Deus não falou com você, é melhor que não fale ao povo de Deus.”
d) João era um homem humilde (Mt 3:11)
Ele disse: “eu não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias”.
Disse ainda: “Convém que ele cresça e eu diminua”.
Lata vazia é que faz barulho. Espiga chocha é que fica empinada.
O albatroz voa baixo porque tem o papo muito grande.
e) João era um homem corajoso (Lc 3:19)
João Batista não aplaudiu Herodes quando ele casou-se com a mulher do
seu irmão. Ele denunciou o pecado do rei. Ele preferiu ser preso e ser degolado
do que transigir com a verdade. Ele preferiu a morte à infidelidade.
Hoje, há pastores que vendem o ministério e a própria alma por dinheiro.
Em vez de denunciar o mal, praticam-no.
f) Era um homem cheio do Espírito Santo (Lc 1:15)
João Batista era um homem cheio do Espírito Santo desde o ventre
materno.
Aos 5 meses de idade, estremeceu de alegria no ventre da sua mãe. Aos 5
meses já vibrava por Cristo. Há muitos que envelhecem frios e indiferentes ao
Salvador.
2. Como Deus usou este homem?
a) Deus usou este homem para aterrar os vales (Lc 3:5)
Vale é uma depressão, um buraco – Há abismos na vida do povo: impureza,
desânimo, comodismo, mundanismo.
Vale separa dois montes – Falta de comunhão, mágoa, contendas,
maledicência.
b) Deus usou este homem para nivelar os montes (Lc 3:5)
Montes falam de soberba – O orgulho são montanhas que impedem a passagem
do Senhor. Onde há soberba, Deus não se manifesta. Nabucodonosor foi comer
capim. Herodes foi comido de vermes.
Montes falam de incredulidade – A incredulidade nos afasta de Deus e de
suas bênçãos.
c) Deus usou este homem para endireitar os caminhos tortos (Lc 3:5)
Caminho torto fala de duplicidade, hipocrisia, e desonestidade – Muitas
pessoas são impedimentos para a manifestação de Cristo, porque têm vida dupla.
São uma coisa na igreja e outra em casa.
d) Deus usou este homem para aplainar os caminhos escabrosos (Lc 3:5)
Caminho escabroso fala de algo que está fora do lugar – Há algo fora do
lugar em sua vida: vida devocional? Namoro? Casamento? Dinheiro? Dízimo?